Brasília – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a terceira etapa da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar apurações sobre um possível esquema de desvio de recursos públicos que envolve parlamentares em Goiás e Minas Gerais.
Autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, as diligências são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. O objetivo é recolher e preservar provas que reforcem as investigações sobre suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Como funcionaria o esquema
De acordo com a PF, há indícios de que agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas tenham sido utilizados para dar aparência de legalidade à movimentação de verbas da cota parlamentar por meio de contratos de locação de veículos. As investigações também apontam tentativas de ocultação ou alteração de provas.
Imagens divulgadas pela corporação mostram dinheiro em espécie escondido em livros falsos e um relógio de luxo apreendido pelos agentes.
Etapas anteriores
Na primeira fase, deflagrada em dezembro de 2025, mandados de busca e apreensão miraram assessores ligados aos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) em endereços no Rio de Janeiro, Tocantins e Distrito Federal. A PF suspeita que uma empresa de locação de veículos simulava contratos para justificar o uso de recursos públicos.
Alguns dias depois, já na segunda fase, a investigação alcançou diretamente os dois parlamentares. Aproximadamente R$ 470 mil em espécie foram recolhidos em um endereço vinculado a Sóstenes Cavalcante em Brasília. O deputado afirmou que o valor correspondia à venda de um imóvel em Minas Gerais e estava declarado no Imposto de Renda.
Até o momento, não há confirmação se os mesmos parlamentares voltaram a ser alvo das medidas judiciais desta quarta-feira. A reportagem aguarda posicionamento dos deputados citados.
A PF informou que, nesta fase, o foco é aprofundar a análise do fluxo financeiro e da participação de cada envolvido no esquema suspeito.
Com informações de Gazeta do Povo