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Governo dos EUA alerta para fraudes em doações a vítimas dos terremotos na Venezuela

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Autoridades federais e estaduais dos Estados Unidos emitiram nesta terça-feira (30) um alerta a cidadãos que pretendem contribuir com as vítimas dos terremotos na Venezuela. O governo recomenda atenção redobrada na hora de escolher campanhas de arrecadação, a fim de evitar golpes que costumam surgir após grandes tragédias. Os tremores já causaram ao menos 1.943 mortes e deixaram 10.571 feridos, segundo números oficiais divulgados hoje.

Comunidades venezuelanas em cidades como Miami, Nova York e Los Angeles organizam ações de solidariedade, mas órgãos de proteção ao consumidor aconselham que qualquer doação seja precedida de verificação sobre a legitimidade da entidade beneficiada.

Orientação do procurador-geral da Califórnia

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, pediu que os moradores do estado fiquem atentos a sinais de fraude e pesquisem o histórico das organizações antes de enviar recursos. Segundo ele, golpes envolvendo campanhas beneficentes têm se tornado mais comuns e o objetivo é impedir que valores arrecadados sejam desviados.

Recomendações da FTC

A Comissão Federal de Comércio (FTC), agência responsável por proteger consumidores contra práticas enganosas, também divulgou orientações. Entre elas estão a checagem da reputação de instituições de caridade e a cautela com campanhas de crowdfunding, que podem ser utilizadas por golpistas para explorar a urgência de ajudar.

Dados da FTC indicam que falsos apelos beneficentes provocam prejuízos anuais de cerca de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, com perda média de US$ 500 por vítima.

Apoio oficial

Além dos alertas de segurança, o Departamento de Estado confirmou a liberação de US$ 300 milhões para organizações encarregadas de enviar suprimentos essenciais às regiões venezuelanas afetadas pelos terremotos.

As autoridades reforçam que a melhor forma de garantir que a ajuda chegue a quem precisa é doar apenas para entidades reconhecidas e com histórico comprovado de atuação em crises humanitárias.

Com informações de Gazeta do Povo