Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 24 de junho, estar “decepcionado” com países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que não manifestaram apoio à ofensiva militar conduzida por EUA e Israel contra o regime islâmico do Irã.
A declaração foi dada durante encontro na Casa Branca com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte. Segundo Trump, não se tratava de ajuda financeira ou de envio de tropas, mas de um gesto público de solidariedade. “Nós não precisamos do dinheiro deles, não precisamos de nada. Temos o Exército mais poderoso do mundo, de longe. Mas eu só quero lealdade”, afirmou.
O republicano acrescentou que, embora a participação militar dos aliados não fosse necessária, esperava demonstrações claras de apoio político. “Nós destruímos o Irã na primeira semana, mas teria sido bom se eles tivessem dito: ‘Gostaríamos de ajudar’”, declarou.
Resposta de Rutte
Diante das críticas, Rutte adotou tom conciliador. O chefe da Otan reconheceu “casos isolados” que desagradaram Washington, mas defendeu que, em termos gerais, os parceiros europeus estiveram ao lado dos Estados Unidos. Ele lembrou que, antes do cessar-fogo, entre 4 mil e 5 mil aviões americanos decolaram de bases localizadas no continente europeu.
Em entrevista posterior à emissora Fox News, o secretário-geral reforçou que “país após país, aliado após aliado” colocou suas instalações à disposição da operação norte-americana.
Cúpula em Ancara
As declarações de Trump ocorrem a menos de duas semanas da próxima cúpula da Otan, agendada para 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia. O encontro deve reunir líderes dos 32 Estados-membros da aliança militar.
Com informações de Gazeta do Povo