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Presidente eleito Abelardo de la Espriella terá de negociar com bloco independente para aprovar agenda no Congresso colombiano

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O presidente eleito da Colômbia, o advogado nacionalista de direita Abelardo de la Espriella, tomará posse em 7 de agosto e encontrará um Congresso altamente fragmentado. Sem maioria nas duas casas, o novo mandatário dependerá do apoio de parlamentares independentes – comparados a um “Centrão” colombiano – para viabilizar cortes de gastos e medidas mais duras contra o crime organizado, prioridades de seu plano de governo.

Senado dividido em três blocos

Relatório da consultoria Orza, citado pelo jornal econômico Portafolio, mostra que, das 103 cadeiras do Senado, apenas 32 ficarão com o grupo governista, formado pelo partido Defensores da Pátria e aliados diretos. A oposição, liderada pelo senador Iván Cepeda, contará com 37 assentos. Os 32 senadores remanescentes se declararam independentes e serão decisivos para qualquer votação.

Câmara também sem maioria

Na Câmara dos Representantes, a correlação de forças segue desfavorável ao Executivo. O novo governo terá o apoio de 54 deputados, enquanto o Pacto Histórico – legenda do atual presidente Gustavo Petro e de Cepeda – ocupará 61 cadeiras. Outros 46 parlamentares permanecerão sem alinhamento definido, formando o bloco que poderá desempatar as deliberações.

Consultoria prevê negociações amplas

Segundo a Orza, “a viabilidade da agenda legislativa dependerá de acordos amplos e oportunos, sem os quais o governo enfrentará sérias dificuldades para avançar”.

Compromisso com independência dos poderes

Durante a campanha, Espriella reiterou que respeitará a autonomia dos demais Poderes e manterá relação institucional com o Congresso. “As negociações sempre serão sobre os objetivos de nossos projetos e iniciativas, mas nunca sobre cargos, contratos ou politicagem. Isso não acontecerá conosco”, declarou ao diário El Tiempo.

Com base nesse cenário, a administração que começa em agosto terá de articular alianças pontuais com o bloco independente para aprovar cada proposta, sob risco de ver sua pauta travada logo no primeiro ano de mandato.

Com informações de Gazeta do Povo