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Operação Miragem: PF apura rombo de R$ 8,5 bi no Banco Digimais e bloqueia R$ 670 milhões

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Brasília – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga fraudes no sistema financeiro atribuídas ao Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo. A ação, autorizada pela Justiça Federal, cumpre nove mandados de busca e apreensão, determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões e quebrou os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

Segundo a PF, relatórios do Banco Central indicam a manipulação de demonstrações financeiras para encobrir um déficit estimado em R$ 8,5 bilhões. Parte das irregularidades envolveria aplicações em fundos de investimento, em esquema semelhante ao apurado no caso do Banco Master.

Documentos foram recolhidos na sede do Digimais. Edir Macedo, que reside fora do Brasil, não foi alvo das medidas judiciais.

Acordo de venda em avaliação

Em 8 de abril, o BTG Pactual informou ter firmado acordo para comprar o Banco Digimais. A transação ainda depende de aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Procurado, o BTG Pactual disse que não comentaria a operação policial.

Posicionamento do banco

Na página inicial do Digimais, permanece publicada nota de 20 de maio que nega qualquer irregularidade e critica reportagens sobre o caso, classificando-as como “sem qualquer lastro na realidade”. O texto afirma que a instituição “opera com a segurança e a integridade que sempre nortearam suas atividades” e se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Até o fechamento desta edição, o Banco Digimais não havia se manifestado sobre a Operação Miragem.

Com informações de Gazeta do Povo