O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimentou nesta segunda-feira (22) o colombiano Abelardo de la Espriella pela vitória no segundo turno da eleição presidencial realizado no domingo (21). Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que foi “uma grande honra” apoiar o candidato de direita durante a campanha e disse esperar “construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os Estados Unidos”.
“Parabéns a El Tigre Abelardo de la Espriella, o novo presidente da Colômbia! Foi uma grande honra apoiá-lo, e espero trabalhar junto para levar nossos países a novos níveis de grandeza”, escreveu Trump.
Promessa de apoio total
No dia 10 de junho, ainda antes do segundo turno, Trump declarou que a Colômbia teria “todo o apoio e força” de Washington caso Espriella derrotasse o esquerdista Iván Cepeda, nome apoiado pelo presidente Gustavo Petro. Na ocasião, o líder norte-americano descreveu o colombiano como “inteligente e forte”, capaz de impulsionar a economia, combater o crime, conter a imigração ilegal e restaurar a ordem pública.
A manifestação provocou reação imediata de Petro, que acusou Trump de interferência eleitoral e afirmou que a escolha do próximo presidente competia exclusivamente ao povo colombiano.
Saudações de outros líderes
A vitória de Espriella também foi celebrada por governantes de perfil liberal-conservador na região. O presidente argentino Javier Milei afirmou que os colombianos optaram pela “liberdade econômica, prosperidade e segurança”. Já o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que o país vizinho escolheu “a ordem em vez da impunidade”.
Segurança e Escudo das Américas
O futuro governo colombiano sinaliza alinhamento com a Casa Branca no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Espriella defende medidas mais duras contra esses grupos e já indicou interesse em integrar a Colômbia ao Escudo das Américas, iniciativa regional patrocinada pelos EUA para enfrentar crime, narcotráfico e terrorismo — plano que não contou com a adesão de Petro no lançamento, no início deste ano.
Trump pretende ampliar a aliança, vendo nela uma oportunidade de reforçar a cooperação militar e policial na América Latina. A entrada da Colômbia no projeto é considerada estratégica por Washington.
Com informações de Gazeta do Povo