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Virada conservadora: eleição na Colômbia e vantagem no Peru dão maioria à direita na América do Sul

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Brasília, 22 de junho de 2026 – A vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia, confirmada na noite de domingo (21), e o favoritismo de Keiko Fujimori no segundo turno peruano consolidam uma guinada política na América do Sul. Com esses resultados, o subcontinente passa a ter sete governos classificados como de direita contra cinco administrações de esquerda.

Mapa político se inverte em três anos

No início de 2023, a esquerda ocupava oito presidências sul-americanas. Agora, o cenário é o seguinte:

Direita: Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru.
Esquerda: Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai.

Nomes que lideram a mudança

Além de De la Espriella e Fujimori, despontam como símbolos desse novo bloco conservador o argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa, o boliviano Rodrigo Paz e o chileno José Antonio Kast.

Fatores que explicam a preferência do eleitor

Analistas ouvidos pelas campanhas indicam que o eleitor médio está menos preso a ideologias e mais interessado em resultados práticos. O aumento da violência, o custo de vida elevado e a percepção de promessas não cumpridas por governos anteriores de esquerda impulsionaram a busca por “ordem e previsibilidade”.

Segurança pública como motor principal

No Equador e no Peru, por exemplo, candidaturas alinhadas à linha-dura souberam capitalizar o temor em relação ao crime organizado e à instabilidade institucional. A pauta de enfrentamento direto à criminalidade ganhou força entre populações que convivem com altos índices de violência e impunidade.

Influência externa

A presença de Donald Trump na Casa Branca é apontada como um acelerador desse movimento. Para mercados e elites econômicas da região, governos sul-americanos alinhados a Washington transmitem maior confiança a investidores e sinalizam estabilidade para políticas liberais e conservadoras.

Com a Colômbia já definida e o Peru prestes a confirmar o resultado final, a correlação de forças no continente assume, em junho de 2026, seu perfil mais conservador desde o início da década.

Com informações de Gazeta do Povo