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Flávio Bolsonaro afirma que Operação Compliance Zero “implodiu” PT da Bahia

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro declarou que a nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, “implodiu” o PT da Bahia. A declaração foi feita durante evento na região da Faria Lima, em São Paulo, onde o parlamentar apresentou uma prévia de seu plano de segurança pública batizado de Brasil sem Medo.

“O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal na operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida”, afirmou o senador, em referência ao colega Jaques Wagner, alvo da investigação.

Ao lado do deputado federal Guilherme Derrite e do senador Sergio Moro, Flávio também ironizou os resultados da ação: “É um péssimo dia, Derrite, é um péssimo dia, Moro, para o Comando Vermelho, o PCC e também para o PT”.

Propostas do plano “Brasil sem Medo”

O encontro marcou a divulgação de 12 diretrizes consideradas prioritárias pelo pré-candidato. Entre as medidas estão:

  • endurecimento do combate ao crime organizado;
  • redução da maioridade penal de 18 para 16 anos;
  • reforço de tropas de elite nas fronteiras;
  • construção de novos presídios de segurança máxima.

Detalhes da Operação Compliance Zero

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a 9ª fase da investigação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em vários estados e no Distrito Federal, além de impor restrições de contato entre investigados e suspensão de passaportes.

Além de Jaques Wagner, a PF mira o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. As suspeitas surgiram de mensagens extraídas de celulares apreendidos e apontam possível atuação do grupo em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

Os investigadores apuram vantagens indevidas que incluem um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e benefícios que chegariam a aproximadamente R$ 3 milhões. Os fatos podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Com informações de Direita Online