Brasília — 19/06/2026. A Polícia Federal desencadeou nova etapa da Operação Compliance Zero e colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no centro de suspeitas de recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master.
O que está sob investigação
Os agentes apuram se Wagner foi beneficiado com:
- um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador;
- uso de jatinhos particulares;
- ingressos para shows internacionais;
- repasses que somam R$ 3,5 milhões para empresas vinculadas a familiares.
Para a PF, os benefícios teriam sido concedidos em troca de atuação política que favoreceria o banco em matérias legislativas estratégicas.
Possíveis ganhos do Banco Master
Os investigadores apontam que o senador atuou em:
- propostas de ampliação do crédito consignado;
- mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
- acompanhamento do interesse do Banco Master em ser adquirido pelo Banco de Brasília (BRB).
Outros alvos da operação
O enteado do parlamentar, Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia, aparece em planilhas com pagamentos de R$ 2,3 milhões. Também figura na investigação o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do controlador do Banco Master, cuja relação com Wagner teria começado em 2017, durante a privatização de uma estatal baiana que originou o produto financeiro CredCesta.
Defesa e reação política
Jaques Wagner nega irregularidades. Alega que o apartamento foi adquirido para ajudar a filha e que o dinheiro vivo encontrado pela PF corresponde a diárias de viagens oficiais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao aliado, enquanto auxiliares do Planalto avaliam se o senador deve deixar a liderança do governo para concentrar-se na defesa.
Posicionamento da oposição
Parlamentares oposicionistas afirmam que as suspeitas já eram debatidas em comissões do Congresso e veem o avanço da operação como prova de vínculos profundos entre políticos do PT na Bahia e o crescimento do Banco Master. Eles preveem repercussão do caso nas eleições de 2026.
O inquérito segue sob sigilo na PF, que ainda não apresentou denúncia formal ao Ministério Público Federal.
Com informações de Gazeta do Povo