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Justiça de SP aceita denúncia e transforma Deolane Bezerra e Marcola em réus por lavagem de dinheiro

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São Paulo – A Justiça paulista recebeu a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e colocou a influenciadora Deolane Bezerra e o detento Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, no banco dos réus por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, divulgada nesta terça-feira (18), também atinge outras quatro pessoas. Todos negam participação nos crimes.

Esquema investigado entre 2018 e 2025

De acordo com o MP-SP, os acusados operaram, de 2018 a 2025, uma estrutura para ocultar e reinserir na economia formal recursos obtidos pelo PCC. O principal veículo seria a Lopes Lemos Transportes Ltda., conhecida como Transportadora Lado a Lado, que, segundo os promotores, recebia ordens de Marcola para repassar valores ilícitos aos demais integrantes da rede.

A investigação aponta que Deolane recebia depósitos fracionados da transportadora em contas próprias, escondendo a origem do dinheiro. Ainda segundo a denúncia, a influenciadora planejava reestruturar empresas e transferir ativos para fundos no exterior a fim de concluir a lavagem dos valores.

Parentes de Marcola teriam ficado responsáveis por distribuir parte dos recursos, seguindo orientações do líder da facção. Um outro suspeito atuaria como operador intermediário, controlando prestações de contas e fluxo de valores.

Situação dos réus

Deolane está presa na Penitenciária de Tupi Paulista desde 22 de maio, quando foi alvo da operação que levou às detenções. Marcola cumpre pena desde 2019 em unidade prisional de segurança máxima. Dois dos denunciados estão foragidos no exterior e outros dois permanecem detidos, informou o Ministério Público.

Defesas contestam acusações

O advogado de Deolane, Aury Lopes, sustenta que ela não possui vínculo com o PCC, classifica a prisão como “midiática” e ressalta que a cliente é mãe de uma criança menor de 12 anos. Já a defesa de Marcola alega que, encarcerado há mais de 20 anos, ele não teria condições de articular esquemas financeiros e promete comprovar a origem dos capitais.

Origem na Operação Vérnix

As denúncias resultam da Operação Vérnix, conduzida pelo MP-SP e pela Polícia Civil. As investigações indicam relacionamento de Deolane com pessoas próximas a Marcola entre 2022 e 2024. A influenciadora afirma que atuou como advogada do líder do PCC e que sua prisão ocorreu durante o exercício da profissão.

Com a denúncia aceita, o processo segue agora para a fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas apresentadas pelo Ministério Público e pelas defesas dos réus.

Com informações de Gazeta do Povo