Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou à agência Reuters que a sentença imposta ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é vista por Washington como um ato de perseguição política.
Segundo a fonte, que não teve o nome divulgado, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) insere-se em “um padrão de perseguição e guerra jurídica” contra a oposição no Brasil. O representante acrescentou que “debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, e não por condenações judiciais”.
Condenação no STF
Na terça-feira (16), o STF condenou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a quatro anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, além de torná-lo inelegível. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o então parlamentar de incentivar o governo norte-americano a aplicar sanções contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Reação de Donald Trump
Durante entrevista coletiva após a cúpula do G7, na França, nesta quarta-feira (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o episódio. Ele afirmou que o Brasil “se tornou um pouco conturbado e perigoso politicamente” e, em meio à declaração, confundiu Eduardo com o irmão, o senador Flávio Bolsonaro, ao dizer ter ouvido que “prenderam alguém que está concorrendo à presidência”.
Visita recente a Washington
O posicionamento do governo norte-americano ocorre menos de um mês depois de Eduardo e Flávio Bolsonaro visitarem a Casa Branca ao lado do jornalista Paulo Figueiredo. Na ocasião, Eduardo posou para foto com Trump e participou de encontros com o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio, crítico do atual governo brasileiro. No início de junho, Rubio declarara que a América Latina está “repleta” de aliados de Washington, citando o Brasil como exceção ao lado de Venezuela, Nicarágua e Cuba.
Até o momento, não há indicação de que o governo brasileiro tenha respondido oficialmente às declarações norte-americanas.
Com informações de Gazeta do Povo