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Daniella Marques se torna voz de Flávio Bolsonaro para propostas econômicas e agrada à Faria Lima

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Brasília — 18 de junho de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou a entrada da executiva Daniella Marques na equipe que elabora o programa econômico e social de sua pré-campanha à Presidência. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-braço direito de Paulo Guedes no Ministério da Economia, a economista licenciou-se por seis meses da gestora Legend para dedicar-se ao projeto.

Mercado financeiro sinaliza aprovação

Segundo interlocutores da campanha, profissionais de bancos e corretoras procuraram Daniella nas últimas semanas, movimento interpretado como sinal de aceitação pelo centro financeiro da avenida Faria Lima, em São Paulo. Apesar de não ser amplamente conhecida no mercado, a associação a Guedes e o perfil liberal contribuíram para a recepção positiva.

Outros nomes em avaliação

A campanha mantém aberta a discussão sobre quem comandaria a economia em eventual governo. Entre os cotados estão Adolfo Sachsida, Mansueto Almeida e o próprio Paulo Guedes. Mansueto, hoje economista-chefe do BTG Pactual, é bem visto por investidores, mas considerado pouco propenso a deixar o setor privado. Guedes atua em consultoria própria e também é tratado como improvável. Já Sachsida agrada ao núcleo mais próximo da família Bolsonaro, mas enfrenta resistência de parte do mercado.

Fator feminino pesa na escolha

A presença de uma mulher na formulação econômica atende estratégia da campanha de atrair eleitorado feminino; o grupo também procura um nome feminino para a vice-presidência. Inicialmente, houve resistência interna a Daniella por sua maior ligação com o mercado do que com a família Bolsonaro, mas esse obstáculo perdeu força após articulações políticas.

Jantar em Lisboa reforçou indicação

No dia 1.º de junho, durante o Fórum Jurídico de Lisboa, um jantar restrito no hotel Five Seasons — organizado por André Esteves, do BTG Pactual — incluiu menções ao nome de Daniella como prioridade para a equipe econômica de Flávio Bolsonaro. Estavam presentes o ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Pessoas próximas a Kassab dizem que Daniella já manifestava interesse em participar da campanha, mas carecia de um aval político.

Nome não garante ajuste fiscal, alertam economistas

Especialistas ressaltam que, embora todos os cotados defendam princípios liberais, a redução da taxa Selic depende de um plano de ajustes estruturais e de articulação no Congresso. “O Banco Central só poderá cortar juros com fundamentos sólidos”, afirmou Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria.

Aproximação de Flávio Bolsonaro com o setor financeiro

O pré-candidato intensificou participações em almoços e eventos voltados ao mercado para reduzir a preferência inicial de parte do setor pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ainda assim, uma parcela de investidores questiona a viabilidade eleitoral de Flávio frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até o momento, a campanha de Flávio Bolsonaro e os citados na reportagem não retornaram aos pedidos de posicionamento.

Com informações de Gazeta do Povo