Um tribunal em Petropavlovsk-Kamchatsky, no extremo leste da Rússia, determinou a expulsão do pastor norte-americano Paul Gionee por suposta violação das regras de atividade missionária.
De acordo com a Radio Free Europe/Radio Liberty, a acusação se baseia em um encontro realizado em 23 de maio em uma igreja local. Na ocasião, Gionee teria feito palestras religiosas sem a devida autorização e solicitado aos presentes que orassem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na presença de pessoas que não compartilhariam da mesma fé.
A principal prova apresentada ao tribunal foi uma gravação feita secretamente por dois participantes da reunião e entregue ao Centro de Combate ao Extremismo. A sentença afirma que a fala do religioso despertou o interesse de pessoas externas à congregação, o que caracterizaria intenção de recrutar novos membros.
O pastor, que está detido em um centro de migração, deverá ser deportado a partir de 27 de agosto e pagará multa de 30 mil rublos (aproximadamente R$ 2,1 mil). Em 8 de junho, a decisão havia sido anulada por irregularidades processuais, mas o tribunal restabeleceu a punição em 12 de junho.
Durante o julgamento, a defesa negou qualquer infração. Os advogados ressaltaram que Gionee visita a Rússia há quase três décadas para ações de caridade, presta apoio a orfanatos e adotou cinco meninas russas entre seus oito filhos. A equipe jurídica também argumentou que a deportação seria excessiva, pois o pastor tinha recursos para sair do país por conta própria e passagem marcada para 4 de junho.
Com informações de Gazeta do Povo