São Paulo – A Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda revogou nesta segunda-feira (15) a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Com o pagamento integral da multa de R$ 2.216,30, o juiz José Fernando Steinberg declarou extinta a pena e arquivou o caso.
A condenação foi consequência de um artigo publicado em 2022, logo após o episódio em que Zambelli perseguiu o jornalista armada nas ruas da capital paulista. No texto, Araújo escreveu que a ex-parlamentar era acompanhada por “uma seita de doentes de extrema-direita”, o que motivou a queixa-crime por difamação.
Em 2024, o jornalista recebeu sentença que incluía multa e prestação de serviços. No início de junho deste ano, diante do não pagamento de parte do valor, o magistrado converteu a punição em regime aberto. A quantia restante foi arrecadada por meio de uma campanha online, permitindo a quitação da dívida e a consequente reversão da medida.
Segundo o advogado Renan Bohus, que representa Araújo, a mobilização popular foi decisiva para demonstrar a “desproporcionalidade” da prisão, já que o réu alegava hipossuficiência financeira.
Paralelamente, a ex-deputada se tornou ré em outros processos. O Supremo Tribunal Federal (STF) a condenou a 5 anos de prisão pela perseguição armada ao jornalista e a 10 anos por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli ficou detida na Itália de 29 de julho de 2025 até 22 de maio deste ano, quando a Suprema Corte de Cassação de Roma anulou sua extradição e determinou sua libertação.
Com a decisão paulista, Luan Araújo não tem mais pendências judiciais no processo movido por Carla Zambelli.
Com informações de Gazeta do Povo