Pyongyang, 16 de junho de 2026 – O governo de Kim Jong-un transformou o futebol feminino em peça central da propaganda estatal, apresentando os seguidos títulos internacionais das jogadoras como prova da “superioridade” do socialismo norte-coreano.
Conquistas usadas como vitrine do regime
A Coreia do Norte soma 14 troféus mundiais nas categorias de base, recorde absoluto. A seleção sub-17 tornou-se tetracampeã ao superar a Holanda, enquanto o Naegohyang Women’s FC faturou a Liga dos Campeões da Ásia. Após anos de afastamento por punições por doping e restrições da pandemia, esses resultados recolocaram o país no centro do cenário esportivo e político.
Treinamento comparado a “guerra”
O preparo das atletas começa aos sete anos na Escola Internacional de Futebol de Pyongyang. Técnicos estrangeiros relatam rotinas de repetição exaustiva e disciplina militar: falhas defensivas são tratadas como invasões inimigas, e cada finalização é encarada como munição real. A abordagem, segundo o governo, reforça disciplina ideológica e lealdade ao Estado.
Recompensas de Estado
Vencer torneios internacionais pode mudar a vida das jogadoras. Entre as recompensas anunciadas estão apartamentos de luxo na capital, porções extras de alimentos e filiação ao Partido dos Trabalhadores. O prêmio mais simbólico, porém, é o encontro privado com Kim Jong-un, considerado a consagração máxima dentro da hierarquia norte-coreana.
Olho no Brasil em 2027
Com a volta gradual às competições da FIFA, a seleção principal já garantiu vaga na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. A presença em território brasileiro deve ser explorada por Pyongyang como nova oportunidade de exibir, fora de casa, o modelo defendido pelo regime.
Com informações de Gazeta do Povo