O juiz Curtis A. Kin, do Tribunal do Condado de Los Angeles, decidiu nesta segunda-feira (15) que a Fifa pode vetar a exibição da bandeira monárquica do Irã em partidas da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026. O estandarte, que traz o leão e o sol no centro, é usado por grupos que se opõem ao regime islâmico e defendem o retorno da monarquia.
A determinação foi emitida poucas horas antes da estreia do Irã contra a Nova Zelândia, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles. Com grande comunidade iraniana local, havia expectativa de que centenas de torcedores levassem a antiga bandeira ao estádio.
Na sentença, Kin reconheceu que a liberdade de expressão é “sagrada, porém não ilimitada” e que a Fifa, como organizadora de um evento privado, tem prerrogativa para estabelecer regras de conduta. A entidade mantém lista de itens proibidos nos estádios, incluindo símbolos de caráter político.
A ação que contestava a proibição foi movida pelo Institute for Voice of Liberty, organização norte-americana ligada à oposição iraniana. O grupo alegava que barrar a bandeira poderia, na prática, aumentar as tensões entre torcedores. O argumento não convenceu o magistrado, que manteve a restrição.
Oficial durante o governo do xá deposto na Revolução Islâmica de 1979, a bandeira do leão e do sol tornou-se, nas últimas décadas, um dos principais símbolos de protesto contra o atual regime, ganhando visibilidade em manifestações dentro e fora do Irã.
Com informações de Gazeta do Povo