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Prefeito de SP afasta gerente da SPTuris por suposta ligação com ONG ligada a filme sobre Bolsonaro

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São Paulo — O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou o afastamento do gerente de eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), Rodrigo Raveli Bolzan, nesta quinta-feira (11), após suspeitas de que ele mantinha vínculo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização da empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A medida foi tomada depois que a Controladoria-Geral do Município (CGM) abriu investigação para apurar possível favorecimento ao ICB e a empresas relacionadas. “Se houver ilegalidade, será demissão; se não houver, não cometerei injustiça”, declarou Nunes a jornalistas.

Suspeitas levantadas

Relatório publicado pelo portal Metrópoles indicou que companhias ligadas à produtora de Karina Ferreira da Gama e ao ICB passaram a obter espaço na administração municipal após a chegada de Bolzan ao posto. Servidor da SPTuris desde 2005, o gerente era responsável pela fiscalização de oito contratos da agência.

Contratos sob investigação

O ICB já é alvo de inquérito da Polícia Civil de São Paulo por um contrato de R$ 108 milhões destinado à instalação de 5 mil pontos de wi-fi em comunidades carentes da capital. Aditivos elevaram o valor para R$ 157,1 milhões, dos quais R$ 26 milhões teriam sido pagos sem comprovação de serviços prestados. Também é analisado o repasse de R$ 1,3 milhão a uma empresa cujo sócio era dirigente do próprio instituto.

Posicionamento da prefeitura

A gestão municipal afirma que o processo licitatório respeitou os princípios de legalidade, transparência e economicidade. Em nota, acrescentou que parecer jurídico à época não apontou impedimentos para o projeto de conectividade.

Ação judicial do Sesi

Paralelamente, o Instituto Conhecer Brasil é réu em ação movida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) por supostas irregularidades na prestação de contas de um patrocínio firmado em 2017. A entidade pode ter de devolver R$ 1,3 milhão por inconsistências, entre elas a contratação de uma empresa de Brasília para executar serviços na Bahia.

O afastamento de Rodrigo Raveli Bolzan permanece “até segunda ordem”, segundo a prefeitura, enquanto a CGM conduz a apuração interna.

Com informações de Gazeta do Povo