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Risco-país argentino cai a 450 pontos e atinge menor nível desde 2018

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O indicador de risco-país da Argentina, calculado pelo JPMorgan, recuou para 450 pontos-base nesta quinta-feira (11), estabelecendo o patamar mais baixo desde 2018 e reforçando a retomada de confiança dos investidores no governo de Javier Milei.

Na véspera, o índice havia fechado em 503 pontos. A queda expressiva ocorreu após forte valorização dos títulos argentinos no mercado internacional, reduzindo o prêmio exigido em relação aos papéis do Tesouro dos Estados Unidos.

Relatório da financeira Balanz aponta que a recente elevação da nota de crédito do país para B- por duas das três principais agências de rating ampliou o interesse de fundos institucionais, fator que também contribuiu para o recuo do risco soberano.

Entre os elementos positivos, analistas destacam o acúmulo de reservas internacionais pelo Banco Central argentino, que já comprou mais de US$ 10,5 bilhões no mercado de câmbio em 2026, superando a meta anual de US$ 10 bilhões. A aprovação das metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional, que destravou um desembolso de US$ 1 bilhão, foi outra variável determinante para o avanço.

Quando Milei assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023, o risco-país rondava 1.400 pontos, sinalizando prêmio muito mais alto para quem investia em títulos argentinos. O índice da JPMorgan mede a diferença de rendimento entre esses papéis e os títulos norte-americanos; quanto menor o spread, maior a percepção de segurança e mais fácil se torna a captação de recursos no exterior.

Com informações de Gazeta do Povo