A Suprema Corte da Argentina confirmou, nesta sexta-feira (5), a decisão que autoriza a extradição para o Brasil do empresário argentino Diego Hernán Dirisio, conhecido como “Mestre das Armas”, e de sua esposa, a paraguaia Julieta Vanesa Nardi Aranda. O casal é acusado pela Justiça brasileira de tráfico internacional de armas, formação de organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro, além de fornecer armamento às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Por unanimidade, os magistrados do tribunal superior rejeitaram os recursos apresentados pelas defesas, que alegavam “perseguição judicial” por motivos políticos no Brasil. Com o novo veredito, a decisão segue para análise final do Poder Executivo argentino, responsável por efetivar a entrega dos dois suspeitos às autoridades brasileiras.
Investigação começou no Paraguai
As apurações tiveram início em 2020, quando Dirisio vivia no Paraguai. De acordo com o Ministério Público brasileiro, o empresário teria importado legalmente, a partir de 2012, cerca de 25 mil armas de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, movimentando aproximadamente US$ 230 milhões.
Segundo a investigação, uma terceira pessoa recebia o armamento e mantinha contato com os grupos criminosos no Brasil. Antes de cruzar a fronteira, os números de série eram raspados em Ciudad del Este, cidade paraguaia vizinha ao território brasileiro.
Prisão e fuga
Em novembro de 2023, a Justiça brasileira expediu mandados de prisão contra Dirisio e Aranda, que fugiram em seguida. A dupla foi localizada somente em fevereiro de 2024, quando agentes da Interpol efetuaram a prisão na província de Córdoba, centro da Argentina.
Agora, com a confirmação da Suprema Corte, resta ao governo argentino definir a data para a transferência dos dois suspeitos ao Brasil, onde responderão pelos crimes atribuídos pelo Ministério Público.
Com informações de Gazeta do Povo