Beirute, 4 de junho de 2026 — O grupo armado Hezbollah descartou o acordo de cessar-fogo firmado na véspera entre Israel e Líbano sob mediação dos Estados Unidos, mantendo a troca de ataques no sul e no leste do território libanês nesta quinta-feira (4).
Segundo o acerto anunciado na quarta-feira (3), o Hezbollah deveria suspender ofensivas e operações militares na região fronteiriça. A organização, porém, divulgou que não participou das negociações e confirmou o lançamento de foguetes contra posições israelenses no sul do Líbano.
Após os disparos, as Forças de Defesa de Israel recomendaram que moradores evitem retornar às áreas limítrofes. Em contrapartida, a aviação israelense bombardeou alvos no leste do Líbano, deixando ao menos três mortos. Outro ataque resultou na morte de um motorista.
Mortes e tensão crescente
Na madrugada anterior ao anúncio da trégua, um bombardeio ainda sem autoria definida atingiu o sul libanês, ferindo duas pessoas e matando um soldado sérvio que integrava a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Militares israelenses atribuíram a ação ao Hezbollah, citando análise da trajetória dos projéteis.
A Unifil não confirmou a origem dos disparos, mas relatou aumento significativo de explosões na região meridional do país.
Implicações regionais
A rejeição do cessar-fogo fragiliza as conversas paralelas entre Irã e Estados Unidos, já que Teerã condiciona avanços diplomáticos à inclusão da paz no Líbano nas negociações com Washington.
O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou que apenas um “sinal verde interno” garantiria a implementação efetiva de uma pausa duradoura nos confrontos.
Com informações de Gazeta do Povo