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Brasil reage e chama de protecionismo plano dos EUA de impor tarifa de 12,5% por alegado trabalho escravo

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Brasília, 3 de junho de 2026 – O governo brasileiro divulgou nota de repúdio à conclusão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que recomendou a aplicação de tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil sob a alegação de uso de trabalho escravo na cadeia produtiva de gado.

Na avaliação do Palácio do Planalto, a medida representa “protecionismo injustificado” e distorce um tema “tão relevante como a proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras”.

Investigação norte-americana

A proposta de tarifa foi apresentada no âmbito de investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório do USTR sustenta que “é fato notório” o emprego de trabalho forçado na pecuária brasileira, setor no qual o país figura entre os maiores exportadores mundiais de carne bovina congelada.

Posição do Brasil

O governo lembra que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil, “há décadas”, como referência no combate ao trabalho forçado. A nota oficial também expressa expectativa de que as recomendações preliminares norte-americanas “não se convertam em tarifas efetivas”.

Tarifa adicional de 25% já proposta

Além da nova recomendação de 12,5%, o USTR havia proposto na segunda-feira (2) alíquota de 25% sobre diversos produtos brasileiros em outra investigação baseada na mesma legislação. Nesse caso, Washington alega que políticas adotadas por Brasília prejudicam o comércio dos Estados Unidos.

Brasil entre países sob questionamento

No relatório mais recente, o USTR agrupa o Brasil a nações como Austrália, China, Chile, Colômbia, Índia, Israel, Japão, Coreia do Sul, Venezuela e Vietnã, todas acusadas de não aplicar mecanismos eficazes para barrar a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Com informações de Gazeta do Povo