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Alckmin repudia nova tarifa de 25% dos EUA e fala em “sabotagem” contra o Brasil

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) classificou como “injusta” a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A reação foi apresentada nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, após reunião em Brasília com os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Alckmin criticou o relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que associa temas como PIX, desmatamento ilegal, pirataria e supostas falhas no combate à corrupção a possíveis restrições comerciais. “A proposta é totalmente descabida. Os Estados Unidos são superavitários em cerca de US$ 40 bilhões no comércio com o Brasil”, afirmou.

Acusações de “falsos patriotas”

O vice-presidente também acusou “falsos patriotas e sabotadores” de colocar interesses eleitorais acima do país, sem citar nomes, mas em linha com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre críticas da família Bolsonaro.

Defesa do PIX

Dario Durigan reforçou que o sistema de pagamentos instantâneos não será objeto de negociação. “O PIX é símbolo da nossa soberania financeira; será protegido e não está em debate”, disse. O ministro alegou que setores privados contrários ao sistema estariam “incomodados” com sua popularização.

Impacto no comércio bilateral

Segundo Alckmin, oito dos dez principais produtos importados dos EUA entram no Brasil com tarifa zero, o que, na avaliação do governo, comprova a desproporção da sobretaxa anunciada. Durigan acrescentou que a medida afetaria empresários e trabalhadores brasileiros e garantiu que o país dispõe de argumentos para contestar as acusações americanas, citando esforços de combate ao desmatamento e geração de empregos.

O governo brasileiro pretende manter o diálogo com Washington para tentar reverter a decisão antes que ela seja oficializada.

Com informações de Gazeta do Povo