O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que amplie as investigações sobre o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade citada na Operação Wi-Fi Livre da Polícia Civil de São Paulo. A solicitação, encaminhada ao ministro Flávio Dino, foi apresentada após a polícia apontar indícios de fraude em contratos de internet financiados com recursos públicos.
Instituto tem ligação com filme sobre Jair Bolsonaro
A presidente do ICB também responde pela produtora responsável por “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o instituto recebeu R$ 1 milhão em emenda parlamentar do deputado Mario Frias (PL-SP), verba destinada a um projeto de empreendedorismo que, segundo os investigadores, não teria sido executado conforme previsto.
Suspeita envolve licitação de R$ 108 milhões
A Operação Wi-Fi Livre apura uma licitação de R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de internet gratuita na capital paulista. O inquérito aponta que somente 3,2 mil pontos foram entregues após o prazo contratual, embora a prefeitura tenha efetuado repasses milionários à empresa contratada.
Pedidos de Lindbergh ao STF
No ofício ao STF, Lindbergh requer que as conclusões da Polícia Civil sejam juntadas ao processo que analisa o uso de emendas parlamentares. Ele também solicita que Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central investiguem possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas envolvendo recursos federais.
Posicionamento da prefeitura e dos citados
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma colaborar com as autoridades, garante que o programa de Wi-Fi opera normalmente e declara não haver pagamentos por pontos não instalados. A administração sustenta que o contrato atende aos critérios de legalidade e é acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município.
O deputado Mario Frias diz que pareceres técnicos da Câmara comprovam a regularidade de sua emenda e classifica as acusações como “narrativas frágeis”. Já o Instituto Conhecer Brasil nega qualquer irregularidade e afirma ter seguido todos os trâmites previstos. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) sugeriu que a ligação do caso com o filme pode indicar perseguição política à direita.
Com informações de Gazeta do Povo