Brasília, 31 mai. 2026 – A Polícia Federal avalia pedir à Interpol a inclusão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na chamada “difusão prateada”, instrumento criado para identificar bens e ativos de investigados em diferentes países. A medida faz parte das investigações da Operação Compliance Zero, que apura o patrimônio de Vorcaro e de pessoas ligadas ao seu grupo.
Discussão com a Interpol já começou
Fontes próximas ao caso informaram que o assunto foi tratado com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. Segundo investigadores, o mecanismo pode ampliar a chance de localizar recursos mantidos fora do Brasil.
Autorização do STF é necessária
Para formalizar o pedido, a PF precisa indicar os países onde suspeita que existam bens e obter autorização do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, não há solicitação protocolada.
Operação intensifica rastreamento
Com o avanço da Compliance Zero, a corporação intensificou o mapeamento de ativos e vem trocando informações com o Banco Central. Paralelamente, o BC decretou em novembro a liquidação extrajudicial do Banco Master e nomeou a EFB Regimes Especiais de Empresas como liquidante. A empresa busca, na Justiça, bloquear valores que teriam beneficiado Vorcaro e aliados.
Como funciona a difusão prateada
Lançado em 2025 e ainda em fase piloto, o alerta permite que autoridades de países membros da Interpol procurem e, conforme a legislação local, informem a localização ou até bloqueiem bens vinculados ao nome indicado. O procedimento é semelhante ao da difusão vermelha, usada para mandados de prisão internacionais.
A defesa de Daniel Vorcaro não foi localizada pela reportagem; o espaço segue aberto para manifestação.
Com informações de Gazeta do Povo