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Aliados de Flávio Bolsonaro rebatem PSOL e Rede e acusam esquerda de “usar Judiciário como palanque”

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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nota neste sábado, 30 de maio de 2026, acusando parlamentares do PSOL e da Rede Sustentabilidade de tentar transformar o Judiciário em instrumento político. A reação veio após os dois partidos protocolarem representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação sobre eventual articulação de aliados da família Bolsonaro com o governo dos Estados Unidos.

A representação foi apresentada depois de autoridades norte-americanas incluírem o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas. Para PSOL e Rede, é necessário apurar se houve participação de políticos brasileiros na decisão de Washington.

No comunicado, assinado pelo coordenador-geral da pré-campanha, o ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), o grupo afirma que “a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político”. Marinho classifica a iniciativa como uma “inversão de prioridades” enquanto, segundo ele, facções criminosas impõem violência no país.

“É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”, diz a nota. O texto também alega que setores da esquerda recorreram a organismos estrangeiros em outras ocasiões para denunciar o Brasil.

Marinho defende a cooperação com países “amigos” como mecanismo legítimo para sufocar o financiamento de organizações criminosas. “Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio internacional para asfixiar as finanças das facções e proteger a população do terror, assumimos essa culpa com convicção”, afirma.

O coordenador conclui acusando adversários políticos de complacência com o crime organizado e garante que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro manterá a defesa de medidas mais duras contra facções. “A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo”, finaliza a nota.

Com informações de Gazeta do Povo