A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (27) a proposta que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas no Brasil, instituindo a escala 5×2. O texto segue agora para votação em Plenário.
O que prevê o projeto
A matéria estabelece limite máximo de 40 horas trabalhadas por semana, garante dois dias de folga para cada cinco de serviço e proíbe redução salarial. Especialistas estimam que, sem aumento de produtividade, o custo por hora da mão de obra suba cerca de 22%.
Reação do comércio e do varejo
Empresários do setor afirmam que a mudança pode levar a:
- Redução do horário de funcionamento de lojas;
- Enxugamento de equipes ou demissão de funcionários mais antigos e caros;
- Queda nas comissões de vendedores se o volume de vendas diminuir;
- Ampliação da informalidade para conter custos.
Efeitos no turismo e na aviação
Hotéis, restaurantes e companhias aéreas operam 24 horas, sobretudo em feriados. Segundo representantes dos setores:
- Mais folgas tornam a operação de hospedagem e alimentação mais cara, pressionando diárias e refeições;
- Voos internacionais longos podem exigir tripulações maiores, elevando despesas e ameaçando rotas.
Logística e risco de desabastecimento
Transportadoras calculam aumento de aproximadamente 18% no custo do frete por conta da necessidade de mais motoristas e caminhões para cumprir a nova escala. O setor alerta para possível repasse aos preços dos bens transportados.
Impacto no bolso do consumidor
Economistas preveem pressão inflacionária caso as empresas repassem integralmente os custos extras. Estimativas citadas apontam:
- Elevação de quase 6% na cesta básica;
- Alguns produtos podendo ficar até 24% mais caros.
Apesar da perspectiva de mais tempo livre para os trabalhadores, empresários e analistas afirmam que o ganho pode ser anulado pela perda de poder de compra caso os preços subam.
Com informações de Gazeta do Povo