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EUA atingem plataformas de mísseis e barcos do Irã perto do Estreito de Ormuz

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta segunda-feira (25) que realizou novos bombardeios contra alvos iranianos no sul do Irã, próximos ao Estreito de Ormuz. A operação, segundo a força norte-americana, teve caráter de autodefesa e buscou neutralizar ameaças a militares dos EUA destacados na região.

De acordo com o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, os ataques destruíram locais usados para lançamento de mísseis e dois barcos iranianos que tentavam instalar minas na via marítima, considerada uma das rotas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo.

“O Comando Central dos EUA continua a proteger nossas tropas enquanto mantém contenção durante o cessar-fogo em vigor”, declarou Hawkins em comunicado encaminhado à emissora Fox News.

Uma autoridade americana ouvida pela rede afirmou que as embarcações atingidas pertenciam à Guarda Revolucionária Islâmica. A mesma fonte relatou que aviões dos EUA também alvejaram um sistema de mísseis superfície-ar em Bandar Abbas, depois de o equipamento ter mirado caças norte-americanos que sobrevoavam a área.

Duas fontes adicionais consultadas pela Fox News ressaltaram que a ação não representa o fim do cessar-fogo negociado recentemente.

Explosões e relatos em Bandar Abbas

A agência estatal iraniana Tasnim noticiou que moradores de Bandar Abbas ouviram três explosões pouco antes de se confirmar a ofensiva norte-americana. A cidade abriga uma importante base naval do Irã, localizada nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Pressão sobre o programa nuclear

Os bombardeios ocorreram no mesmo dia em que o presidente Donald Trump voltou a pressionar Teerã sobre seu programa nuclear. Em publicação na rede Truth Social, o republicano exigiu que o urânio enriquecido iraniano seja entregue “imediatamente” aos Estados Unidos para destruição ou eliminado em território iraniano sob supervisão internacional.

Negociações delicadas

A investida militar se dá em meio às conversas para consolidar o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. No fim de semana, Trump declarou que um acordo para encerrar o conflito estava “em grande parte” fechado. O porta-voz iraniano Esmail Baghaei, contudo, negou que a assinatura esteja próxima e afirmou que o dossiê nuclear não faz parte do atual memorando em discussão.

As tratativas, segundo Baghaei, avançaram “em alguns pontos”, mas ainda não há consenso sobre temas essenciais.

Com informações de Gazeta do Povo