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Deputado do Novo contesta PEC que acaba com escala 6×1 e diz que governo “impede quem quer trabalhar”

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Brasília — A proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6×1 avança na Câmara dos Deputados sob forte disputa política. Integrante da comissão especial que trata do tema, o líder do Novo, deputado Gilson Marques (SC), declarou que o texto eleva custos para as empresas, pode pressionar preços e retira a liberdade de quem deseja manter a atual jornada.

O relatório favorável à mudança foi apresentado nesta segunda-feira (25) pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Caso seja aprovado na comissão, o parecer seguirá ao plenário, onde precisará do apoio mínimo de 308 parlamentares em dois turnos antes de seguir ao Senado.

Crítica ao ritmo da tramitação

Marques argumenta que a discussão ocorre em “ritmo acelerado” por causa do calendário eleitoral de 2026. Na avaliação dele, muitos parlamentares apoiam a proposta para não enfrentar desgaste nas urnas. “É uma decisão de cima para baixo que atinge todo o país, mas as consequências variam por região”, disse. Ele citou Santa Catarina, com pleno emprego, e a Bahia, onde o desemprego supera 9%, para ilustrar o impacto desigual.

Peso no bolso de empresas e consumidores

O governo defende que a remuneração dos trabalhadores permanecerá a mesma após a redução de jornada. O deputado contesta: “O empresário não vai absorver esse custo; ele repassará ao preço do produto ou do serviço.” Segundo ele, itens básicos, como pão e remédios, ficariam mais caros, afetando justamente os consumidores que a proposta pretende beneficiar.

Defesa da negociação direta

Marques afirma que apresentará emendas e um voto em separado para permitir que patrões e empregados definam livremente a carga horária. “Se alguém quer trabalhar 44, 30 ou 20 horas, que receba proporcionalmente. Brasília não deveria ditar como cada um produz”, argumentou.

O deputado prevê que a votação na comissão ocorra ainda neste semestre. “A prioridade dessa turma é a eleição; querem votar antes do início oficial da campanha”, disse.

Com informações de Gazeta do Povo