Teerã – O regime iraniano executou nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, Abbas Akbari Feizabadi, apontado pelas autoridades como um dos organizadores dos protestos de janeiro na cidade de Nain, província de Isfahan.
De acordo com a agência estatal Mizan, vinculada ao Judiciário, Feizabadi foi considerado culpado por moharebeh – termo que o regime usa para “guerra contra Deus” – além de destruição deliberada de patrimônio público, perturbação da ordem e conspiração contra a segurança interna.
O processo sustentou que o condenado participou de ataques à sede do governo local, a centros de segurança e a agentes das forças de segurança, além de ter circulado armado pelas ruas com uma pistola, disparando contra alvos durante os protestos.
A Suprema Corte do Irã confirmou a pena de morte, afirmando não ter identificado irregularidades no julgamento. Segundo o tribunal, a condenação foi baseada em documentos, provas materiais e depoimentos atribuídos ao próprio réu.
Organizações de direitos humanos contestam a versão oficial. Grupos como a Iran Human Rights denunciam práticas de confissões forçadas, tortura e restrições ao acesso a advogados independentes em casos políticos e de segurança nacional. A entidade calcula que Feizabadi seja o 15º manifestante executado em decorrência dos protestos deste ano e aponta pelo menos 38 execuções de presos políticos ou de segurança desde 18 de março.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da Iran Human Rights, afirmou que o governo usa a pena capital para espalhar medo e evitar novas mobilizações. O Conselho Nacional de Resistência do Irã, com base no exterior, também condenou a execução; sua presidente eleita, Maryam Rajavi, pediu que o Conselho de Segurança da ONU se pronuncie contra a prática.
A morte de Abbas Akbari Feizabadi ocorre em meio a uma intensificação da repressão após a onda de protestos de janeiro.
Com informações de Gazeta do Povo