O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à Presidência da República, passou a utilizar um colete à prova de balas em suas aparições públicas. A decisão, anunciada em 24 de maio de 2026, foi motivada pelo receio de um atentado semelhante ao sofrido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) em 2018.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que “não pode dar sopa para o azar” e que seguirá em campanha apesar das ameaças. “Muito ódio, muito ataque, muita desumanização. Estão achando que vão me intimidar? Não vão, não. Estou preparado”, declarou.
Áudios vazados e repercussão
O posicionamento de Flávio ocorre poucos dias depois da divulgação de áudios nos quais ele solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, para a produção de um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Conforme as investigações citadas, o contrato previa R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.
Apesar da controvérsia, levantamento do instituto Datafolha indica impacto restrito no eleitorado do senador: 88% dos simpatizantes defendem sua permanência na disputa, 73% mantêm confiança nele e 53% consideram correta a busca de financiamento para o projeto cinematográfico.
Alterações na equipe de comunicação
As conversas entre Flávio e Vorcaro também desencadearam mudanças internas no PL. O publicitário e ex-policial civil Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou o comando da comunicação da pré-campanha para concentrar-se em sua empresa. Em seu lugar, assume o publicitário Eduardo Fischer. A legenda promoveu reunião com o senador para tratar do assunto.
Marcello Lopes informou, em nota, que já vinha colaborando nos bastidores e que sua saída é para atender compromissos familiares nos Estados Unidos. Sua participação oficial estava prevista para começar em 1º de junho.
Com informações de Gazeta do Povo