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Trump afirma ter renunciado a indenização para viabilizar fundo de US$ 1,8 bi contra “instrumentalização” do governo Biden

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, que abriu mão de “muito dinheiro” para permitir a criação do Fundo Anti-Instrumentalização, anunciado pelo Departamento de Justiça (DOJ) no início da semana.

Financiado com quase US$ 1,8 bilhão provenientes do orçamento federal, o programa pretende ouvir queixas e pagar reparações a cidadãos que alegam ter sido alvo de uso indevido de dados pessoais e de lawfare por parte de órgãos governamentais.

Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump afirmou que poderia ter negociado “por uma fortuna” a divulgação considerada ilegal de suas declarações de imposto de renda e a busca feita em Mar-a-Lago, mas que preferiu “ajudar outras pessoas brutalmente agredidas” por uma administração “maligna e corrupta” de Joe Biden.

Acerto com o Departamento de Justiça

Segundo nota do DOJ, o fundo integra um acordo celebrado entre Trump, seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump, e a Organização Trump para encerrar processos movidos contra o Departamento do Tesouro e a Receita Federal (IRS) no Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida após o vazamento das declarações de imposto de renda do ex-mandatário.

O Departamento informou ainda que os envolvidos retiraram duas reivindicações administrativas contra o governo federal, entre elas a que pedia indenização pelos danos decorrentes da operação em Mar-a-Lago e das investigações sobre suposta conspiração russa. Como parte do pacto, a família Trump e a empresa receberão um pedido formal de desculpas, sem qualquer compensação financeira.

Críticas e ações judiciais

Parlamentares do Partido Democrata acusam o fundo de ser uma manobra destinada a favorecer aliados do presidente. Durante audiência no Congresso, em 19 de maio, o procurador-geral interino Todd Blanche admitiu que os recursos podem ser usados para indenizar condenados pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Dois policiais agredidos no episódio ingressaram com uma ação judicial em 20 de maio para bloquear o fundo, alegando que ele seria destinado a sustentar “insurgentes e grupos paramilitares” que agem em nome de Trump.

Até o momento, o Departamento de Justiça não se pronunciou sobre as novas ações na Justiça.

Com informações de Gazeta do Povo