A Democracia Cristã (DC) divulgou nesta quinta-feira (21/05/2026) que abriu um procedimento disciplinar para expulsar de forma sumária o pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo. Em nota oficial, a legenda afirma que declarações públicas do ex-ministro “afrontam os valores, os princípios e o Estatuto do partido” e o acusa de má-fé, calúnia e arrogância.
O anúncio ocorre após uma série de críticas de Rebelo à decisão do presidente nacional do partido, João Caldas, de lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como novo pré-candidato ao Planalto. Rebelo vinha questionando publicamente a troca e ameaçava contestar a medida na Justiça Eleitoral.
Segundo Caldas, a alteração foi motivada pelo baixo desempenho de Rebelo em pesquisas de intenção de voto e pela falta de “tração política” da sua campanha. O ex-ministro da Defesa reagiu chamando a manobra de “afronta” e atribuiu a escolha de Barbosa a uma tentativa de “blindagem” diante de investigações relacionadas ao chamado Caso Master em Maceió — tema que envolve o prefeito da capital alagoana, João Henrique Caldas (PSDB), filho do dirigente partidário.
Na nota, a Direção Nacional do DC diz ter esgotado “diversas tentativas de resolução harmoniosa” e informa que, concluído o processo, comunicará a desfiliação de Rebelo à Justiça Eleitoral. “Não há espaço para ameaças, calúnias, difamação, má-fé e arrogância”, afirma o texto.
Até o momento do comunicado, Aldo Rebelo não havia se manifestado sobre o processo de expulsão. Em nota divulgada anteriormente, ele anunciou que manteria sua pré-candidatura e classificou a indicação de Joaquim Barbosa como contrária à transparência interna do partido.
Com informações de Gazeta do Povo