O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou nesta quinta-feira (21) o ex-ditador cubano Raúl Castro, de 94 anos, como “foragido da Justiça” após o recente indiciamento do líder caribenho por um tribunal norte-americano. A declaração foi dada a repórteres em Miami, pouco antes de Rubio embarcar para compromissos oficiais na Suécia e na Índia.
Sem revelar detalhes sobre uma possível operação para capturar Castro, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que as chances de um acordo negociado com o governo cubano são “muito baixas”. “Não vou expor à imprensa nossos planos. No momento em que houver algo a anunciar, faremos isso depois, não antes”, disse.
O comentário ocorre um dia depois de o Departamento de Justiça dos EUA apresentar acusações de assassinato contra o irmão mais novo de Fidel Castro, responsabilizando-o pela derrubada de dois aviões da organização de exilados Irmãos ao Resgate, em 1996. O ataque resultou na morte de quatro pilotos.
Rubio ressaltou que as provas reunidas são “claras”, citando gravações de junho de 1996 nas quais Castro teria admitido ordenar o abate das aeronaves civis enquanto exercia o cargo de ministro da Defesa. “Ele admite abertamente e se vangloria de ter abatido civis”, acrescentou o secretário.
A acusação aumenta a pressão de Washington sobre o regime cubano e alimenta especulações de que os Estados Unidos possam tentar prender Castro, a exemplo da operação que levou à custódia do venezuelano Nicolás Maduro em janeiro passado.
Até o momento, a Casa Branca não detalhou eventuais próximos passos. Raúl Castro mantém residência em Havana e não comentou publicamente o indiciamento.
Com informações de Gazeta do Povo