O Parlamento de Nauru, menor país insular do planeta, aprovou em 12 de maio a proposta que altera o nome oficial do Estado para Naoero. A mudança, apresentada em janeiro pelo presidente David Adeang, ainda depende da confirmação da população em referendo nacional, cuja data não foi definida.
Dos parlamentares presentes, 16 votaram a favor da emenda constitucional que formaliza a nova denominação. Como se trata de alteração na Carta Magna, a legislação local obriga a realização de consulta popular antes da promulgação.
Resgate da identidade linguística
Ao defender a medida, Adeang argumentou que o termo Naoero reflete com mais precisão a língua e a herança cultural da ilha. Segundo o governo, o nome Nauru teria surgido porque visitantes estrangeiros, no passado, simplificaram a pronúncia original por conveniência.
Se aprovada no plebiscito, a troca passará a constar em todos os documentos, símbolos e registros internacionais, inclusive nas Nações Unidas.
Pequena em área, rica em história
Localizado no Pacífico Sul, cerca de 3 000 quilômetros a nordeste da Austrália, Nauru ocupa 21 quilômetros quadrados e abriga aproximadamente 12 000 habitantes. Para efeito de comparação, o arquipélago brasileiro Fernando de Noronha possui 26 quilômetros quadrados.
A ilha foi protetorado alemão no fim do século XIX e, após a Primeira Guerra Mundial, passou a ser administrada em conjunto por Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia. A independência foi conquistada em 1968.
O país ganhou notoriedade por suas extensas reservas de fosfato, utilizado na fabricação de fertilizantes. A exploração do mineral chegou a colocar Nauru entre as nações com maior renda per capita, mas também deixou grande parte do território ambientalmente degradado após o esgotamento das jazidas.
Com informações de Gazeta do Povo