O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, que espera ver os Estados Unidos ao lado do Brasil na exploração de minerais de terras raras. O pedido foi feito durante cerimônia em Campinas (SP), onde o governo entregou novas linhas do acelerador de partículas Sirius.
“Estamos na era das terras raras e dos minerais críticos. O Brasil só conhece 30% do que tem em seu território imenso. Precisamos mapear 100% do solo nacional”, declarou o chefe do Executivo, ao defender o uso do superlaboratório para agilizar o levantamento geológico.
No pronunciamento, Lula disse contar com “a inteligência e a ciência” brasileiras para acelerar esse processo e, ao mesmo tempo, propôs uma parceria direta com Washington. “Quero ver se, em curto espaço de tempo, o Trump para de brigar com o Xi Jinping e vem se associar a nós para explorarmos aqui”, afirmou.
O presidente ressaltou que não há veto nem preferência por qualquer país em futuros acordos, desde que a soberania sobre os recursos seja preservada. “Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e queremos explorar aqui dentro”, frisou, acrescentando que investidores chineses, alemães, franceses, japoneses ou norte-americanos serão bem-vindos, desde que respeitem essa condição.
Lula voltou a defender um projeto de desenvolvimento baseado na valorização dos ativos nacionais e disse que o espaço deixado pelos EUA em investimentos no Brasil foi ocupado pela China. A fala reforça a estratégia do governo de atrair capital estrangeiro sem abrir mão do controle sobre as riquezas minerais consideradas estratégicas.
Com informações de Gazeta do Povo