Brasília — O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em março ante fevereiro, já descontados os fatores sazonais. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (18).
Queda generalizada nos principais setores
O recuo alcançou todos os segmentos pesquisados:
• Serviços: retração de 0,8%, o pior resultado do mês;
• Agropecuária: baixa de 0,2%;
• Indústria: queda igualmente de 0,2%.
Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,6% sobre janeiro. Apesar da reversão em março, o IBC-Br acumula expansão de 1,3% no primeiro trimestre de 2025, sinalizando crescimento, mas em ritmo mais fraco.
Comparações sem ajuste sazonal permanecem positivas
Na leitura sem ajuste sazonal, o índice subiu 3,1% frente a março de 2024, avançou 1,8% no acumulado de 12 meses e registra alta de 1,4% no ano.
Importância do IBC-Br
O indicador funciona como um termômetro antecipado do PIB, agregando estimativas de desempenho de agropecuária, indústria e serviços. Além de balizar projeções de crescimento, o resultado é acompanhado de perto pelo Banco Central para decisões sobre a taxa Selic, já que atividade mais forte tende a pressionar a inflação.
Projeções para 2026
Segundo o Relatório Focus, economistas do mercado projetam expansão de 1,85% para o PIB em 2026. Caso se confirme, será o menor avanço do atual mandato presidencial, após crescimentos de 2,9% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país; portanto, variações negativas indicam menor ritmo econômico e redução na produção.
Com informações de Gazeta do Povo