Tóquio, 18 mai. 2026 – O ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa, declarou nesta segunda-feira (18) que o país avalia o Brasil como fornecedora alternativa de petróleo diante da interrupção no Estreito de Ormuz provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
“Reduzir nossa dependência do petróleo bruto de regiões específicas tornou-se uma questão urgente. O Japão acompanha com atenção o potencial do Brasil como produtor”, afirmou Akazawa, segundo a emissora pública NHK, na abertura de reunião com o chanceler brasileiro Mauro Vieira, em visita oficial a Tóquio.
Dependência do Oriente Médio
Cerca de 90% do petróleo consumido pelo arquipélago chega do Oriente Médio. O bloqueio em Ormuz levou Tóquio a recorrer a milhões de barris de suas reservas estratégicas e a subsidiar distribuidoras para conter o preço dos combustíveis. Paralelamente, o governo intensificou compras de produtores que não utilizam a rota, como os Estados Unidos, garantindo abastecimento até 2027, segundo autoridades japonesas.
Produção recorde no Brasil
O Brasil figura entre os maiores produtores globais. Em março, o país superou a marca de 5,5 milhões de barris diários de petróleo e gás natural equivalente, novo recorde mensal. Em 2025, a média histórica havia sido de 4,89 milhões de barris por dia.
Parcerias além da energia
Durante o encontro em Tóquio, Itamaraty e governo japonês também discutiram oportunidades em minerais críticos, semicondutores, aviação comercial e defesa, setores avaliados como de “grande potencial para investimentos recíprocos” e incremento do comércio bilateral.
Com informações de Gazeta do Povo