O Exército Brasileiro apresentou uma nova Política de Transformação, divulgada em 16 de maio de 2026, que altera prioridades de compras e de emprego das tropas para adequar a Força Terrestre às demandas de conflitos modernos. A iniciativa, inspirada nas guerras da Ucrânia e no Irã, aposta em equipamentos de menor custo — como drones e redes de sensores — e reduz investimentos em blindados pesados.
Quais mudanças foram anunciadas?
• Foco em tecnologias acessíveis: verbas antes destinadas a tanques e veículos blindados serão redirecionadas para drones de ataque, sistemas de defesa antiaérea e sensores integrados.
• Corte de projetos estratégicos: o número de programas prioritários cai de 13 para 6, concentrando recursos em áreas consideradas críticas.
• Reposicionamento de tropas: unidades localizadas em regiões consideradas seguras serão fechadas ou transferidas para fronteiras.
Drones em quatro categorias
O Exército passou a classificar veículos não tripulados em quatro níveis: desde modelos portáteis, utilizados para observação e ataques kamikaze, até aeronaves de grande porte capazes de voar milhares de quilômetros para atingir alvos estratégicos.
Sensores e defesa de fronteiras
Planos incluem integrar radares e postos de observação para compartilhamento de dados em tempo real, com objetivo de detectar não só embarcações ilegais, mas também mísseis e enxames de drones. A longo prazo, a corporação pretende adotar o chamado “sensor quântico”, tecnologia projetada para identificar assinaturas elétricas minúsculas, como batimentos cardíacos de inimigos ocultos.
Redução de efetivo em prontidão
A política diminui de 40% para 20% o contingente de militares mantidos em prontidão máxima — grupo que recebe o melhor equipamento e pode ser deslocado imediatamente. A meta é direcionar recursos a unidades com maior necessidade de inteligência e mobilidade rápida.
Indústria nacional e transferência de tecnologia
A diretriz determina que, sempre que possível, as aquisições incentivem a produção interna para minimizar dependência externa. Contudo, oficiais reconhecem que o país ainda não domina sistemas de interceptação de mísseis e radares quânticos, motivo pelo qual negociações internacionais deverão incluir cláusulas de transferência de tecnologia.
Com informações de Gazeta do Povo