Brasília, 14 de maio de 2026 — As suspeitas que ligam indiretamente ministros do Supremo Tribunal Federal ao escândalo do Banco Master reacenderam, em pleno mês de maio, a pressão por mudanças na mais alta corte do país. A repercussão do caso levou partidos do PT ao PL e pré-candidatos à Presidência a endossar uma reforma que inclua mandatos fixos para os magistrados e o fim das decisões individuais.
Propostas em discussão
No Congresso, ganha força a ideia de substituir a aposentadoria compulsória aos 75 anos por mandatos com duração determinada. Parlamentares também querem acabar com as decisões monocráticas, mecanismo que permite a um único ministro suspender leis sem consulta ao plenário.
Posicionamento dos pré-candidatos
Romeu Zema (Novo) defende que futuros indicados tenham mais de 60 anos, mandatos curtos e comprovada experiência. Flávio Bolsonaro (PL) mira na limitação do poder de derrubar normas aprovadas pelo Legislativo. Já o PT propõe um código de ética mais rigoroso e a extinção da aposentadoria compulsória como punição, argumentando que a medida seria insuficiente para coibir condutas inadequadas.
Resistência interna no Supremo
Uma ala do STF resiste à aprovação imediata de um código de conduta. Ministros desse grupo avaliam que o ambiente eleitoral pode transformar novas regras em instrumento de desgaste institucional e alimentar pedidos de impeachment.
Percepção pública
Levantamentos mostram que o Judiciário figura entre as instituições mais afetadas pelo Caso Master: 10% dos entrevistados apontam o STF como o principal prejudicado, atrás apenas do governo federal e do Congresso Nacional.
Com a popularidade em queda e a eleição se aproximando, parlamentares prometem acelerar a tramitação das propostas, tornando a reforma do STF um dos temas centrais do debate eleitoral de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo