Os irmãos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elevaram o tom contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A reação ocorreu depois de Zema classificar como “imperdoável” o pedido de R$ 134 milhões feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Crítica de Zema
Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência afirmou que “ouvir Flávio cobrar dinheiro do Vorcaro é um tapa na cara dos brasileiros de bem” e comparou a conduta ao que, segundo ele, critica no PT. “É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou Zema.
Resposta de Carlos
Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos chamou Zema de “engolidor de casca de banana” e disse que o mineiro “está passando de todos os limites”. “Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente a mais uma bizarra apresentação”, escreveu no X (antigo Twitter). Em outra publicação, mencionou “mais uma traição desesperada e dissimulada”, sem citar nomes.
Posicionamento de Eduardo
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de se aproveitar “de forma vil” da situação, lembrando que o ex-governador chegou a ser cogitado como possível vice na eventual chapa de Flávio. “Nem sequer ouviu o outro lado… Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, Romeu Zema”, afirmou.
Acusações e valores
Reportagem do The Intercept Brasil revelou que, dos R$ 134 milhões solicitados, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. Flávio Bolsonaro confirmou o pedido, mas nega qualquer irregularidade.
Outras reações
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) chamou Zema de “oportunista” pelas redes sociais. Até o fechamento desta matéria, o ex-governador mineiro não havia voltado a se manifestar.
Com informações de Gazeta do Povo