O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Pequim nesta terça-feira (12/05/2026) para uma cúpula de dois dias com o líder chinês Xi Jinping. A reunião ocorre em meio a uma trégua no Oriente Médio e pretende destravar impasses sobre comércio, segurança de Taiwan e corrida pela inteligência artificial.
Possíveis acordos comerciais
Negociadores dos dois países trabalham na criação de conselhos permanentes para administrar trocas e investimentos, mecanismo visto como forma de evitar novas guerras tarifárias. O principal destaque é a possível compra de até 500 aeronaves da Boeing pelo governo chinês. Também estão na mesa compromissos de Pequim para ampliar a importação de produtos agrícolas e de energia dos Estados Unidos.
Taiwan no centro das tensões
A ilha de Taiwan desponta como tema mais sensível. Xi pressiona Washington a interromper a venda de armas a Taipei, que o Partido Comunista considera parte do território chinês. Trump sinalizou abertura para discutir o assunto, o que levanta dúvidas sobre a manutenção do apoio militar norte-americano como moeda de troca em acordos econômicos.
Peso de Pequim na crise entre EUA e Irã
Trump pretende pedir que a China utilize sua influência financeira sobre Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio e normalizar o fluxo de navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo. Pequim é a maior compradora de óleo iraniano e, por isso, tem enfrentado novas sanções dos EUA destinadas a pressionar o regime iraniano.
Disputa por inteligência artificial e minerais críticos
A cúpula inclui ainda a rivalidade tecnológica. A China domina o processamento de minerais essenciais a baterias e mísseis, enquanto os EUA lideram o desenvolvimento de modelos avançados de IA. Xi busca aliviar restrições de acesso a chips de ponta fabricados por empresas americanas; Trump, por sua vez, destaca preocupações de segurança nacional ligadas a essas tecnologias.
Direitos humanos na pauta
O presidente norte-americano prometeu cobrar a liberação de cidadãos dos EUA detidos na China e levantar casos de repressão em Hong Kong, mencionando o empresário Jimmy Lai. Também devem ser discutidas as recentes prisões de líderes religiosos de igrejas cristãs não registradas.
A agenda entre Trump e Xi termina na quinta-feira, quando está prevista uma declaração conjunta sobre os resultados das conversas.
Com informações de Gazeta do Povo