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Coalizão internacional debate nesta semana missão naval para liberar o Estreito de Ormuz

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Ministros da Defesa e delegações de mais de 40 países reúnem-se nesta semana, a convite do Reino Unido e da França, para discutir a criação de uma missão naval que garanta a retomada do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

O encontro será conduzido pelo secretário de Defesa britânico, John Healey, e pela ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin. Foram convocados representantes de nações da Europa, Américas, Ásia, África e Oceania com o objetivo de definir compromissos militares, apoio logístico e regras de coordenação para a eventual operação.

Foco na segurança marítima

A proposta em debate prevê o emprego de navios de guerra, patrulhas aéreas, apoio logístico e ações de desobstrução para assegurar a navegação de cargueiros e petroleiros pela rota estratégica, atualmente sob ameaça do regime iraniano. A implementação, contudo, só ocorrerá quando as condições de segurança permitirem e após o cessar definitivo das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.

Mobilização prévia

Alguns países europeus já deslocaram meios para a região. O Reino Unido enviou o destróier HMS Dragon, equipado com o sistema de defesa aérea Sea Viper. A França posicionou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle no Mar Vermelho como parte dos preparativos para uma eventual ação em Ormuz.

Origem das conversas

Esta reunião sucede a rodada inicial de 2 de abril, quando a chanceler britânica, Yvette Cooper, reuniu mais de 40 países e organizações internacionais para tratar do bloqueio do estreito. Na ocasião, Londres classificou o fechamento imposto pelo Irã como ameaça direta à prosperidade global e defendeu a reabertura “imediata e incondicional” da rota marítima.

Na declaração divulgada após aquele primeiro encontro, os participantes discutiram medidas diplomáticas, pressões econômicas, possíveis sanções e articulação com a Organização Marítima Internacional (IMO) para liberar navios e tripulações retidos. Agora, Reino Unido e França buscam transformar o entendimento político em um plano naval concreto.

Com informações de Gazeta do Povo