O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (5) que irá interromper por tempo limitado o “Projeto Liberdade”, operação militar voltada à escolta de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. A decisão, publicada em sua rede Truth Social, foi atribuída a “grande progresso” nas negociações com o Irã, a pedidos do Paquistão e de outros países, e aos recentes êxitos militares norte-americanos.
“Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, o Projeto Liberdade será pausado por um curto período, para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu Trump. O bloqueio naval dos EUA a portos iranianos, destacou o mandatário, continua sem alterações.
Rubio diz que ofensiva militar terminou
Horas antes, o secretário de Estado Marco Rubio declarou na Casa Branca que a ofensiva iniciada em fevereiro contra o Irã, batizada de Operação Fúria Épica, chegou ao fim. Segundo ele, a prioridade dos Estados Unidos agora é reabrir o Estreito de Ormuz, fechado quase totalmente por Teerã desde o início do conflito.
Rubio classificou as ações recentes — inclusive o abate de vários barcos iranianos na segunda-feira — como “defensivas” e defendeu o uso simultâneo de sanções e do bloqueio marítimo para proteger o comércio global. O secretário também pediu que a China pressione Teerã, advertindo que a continuidade das hostilidades levará o regime a “isolamento global”.
Cessar-fogo tenso e impasses
Estados Unidos, Israel e Irã mantêm um cessar-fogo frágil desde 7 de abril. Dois pontos emperram um acordo definitivo: a obstrução iraniana da principal rota de exportação de petróleo e o bloqueio norte-americano aos portos do país persa.
Lançado dias atrás pelo Comando Central dos EUA (Centcom), o Projeto Liberdade envolvia destróieres com mísseis guiados, mais de cem aeronaves, plataformas não tripuladas e cerca de 15 mil militares, com a missão de garantir passagem segura aos navios comerciais no estreito.
Teerã mantém ameaças
Nesta semana, a emissora estatal iraniana Press TV informou que o Irã instituiu um novo mecanismo para controlar o tráfego em Ormuz. A Marinha da Guarda Revolucionária advertiu que qualquer embarcação que tentar cruzar a área poderá ser alvo de “ação decisiva”.
No mesmo dia, Trump afirmou que não descarta retomar bombardeios caso considere necessário e minimizou o impacto da alta do petróleo para os consumidores americanos, classificando-a como “preço pequeno a pagar” para conter as ambições nucleares do Irã.
Com informações de Gazeta do Povo