O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista), criticou nesta terça-feira (5) o Arts Council England por liberar recursos públicos a entidades acusadas de dar espaço a discursos antissemitas. A declaração foi feita em reunião na sede do governo, em Londres, convocada para tratar do aumento de ameaças contra a comunidade judaica no Reino Unido.
Durante o encontro, Starmer determinou a abertura de uma revisão no sistema de financiamento cultural do país. O objetivo é criar mecanismos que permitam suspender, reter ou recuperar verbas já repassadas a organizações envolvidas na promoção de conteúdo anti-judaico.
Reportagens da imprensa britânica apontam que o Arts Council já havia sido alvo de questionamentos por apoiar projetos considerados controversos. Entre os exemplos citados está o financiamento concedido à Collections Trust, que divulgou material qualificando o grupo Hamas como “combatentes anti-coloniais” e criticando a “mídia ocidental pró-Israel”. Outro caso envolve um festival patrocinado pelo órgão que convidou um artista previamente acusado de produzir obras antissemitas; a curadoria defendeu que as peças exibidas não continham esse teor.
“Não haverá tolerância para inação em nossos espaços culturais”, afirmou o premiê, reforçando que seu governo exigirá fiscalização rigorosa sobre o uso de dinheiro público.
A iniciativa surge em meio ao crescimento de incidentes antijudaicos no país. Ataques recentes em Londres motivaram o governo a discutir medidas adicionais de segurança e ações de combate ao extremismo.
Com informações de Gazeta do Povo