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Justiça israelense estende por seis dias prisão de ativista brasileiro detido em flotilha rumo a Gaza

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Ashkelon (Israel) – O Tribunal de Magistrados de Ashkelon decidiu nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, prorrogar por mais seis dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila, integrante da Flotilha Global Sumud. O governo israelense investiga o ativista por supostos crimes de terrorismo após a interceptação da embarcação em águas internacionais, na quinta-feira passada (30).

Ávila, que viajava com outros 174 ativistas em direção à Faixa de Gaza, já havia tido a prisão estendida no domingo (3). Segundo o tribunal, o caso envolve “investigação complexa” que justifica a continuidade das diligências.

Durante a audição desta terça, que durou cerca de 30 minutos, um representante do Shin Bet — serviço de segurança interna de Israel — solicitou a nova prorrogação. Logo depois, a corte analisou o caso do palestino-espanhol Saif Abukeshek, detido na mesma operação, e manteve-o preso pelo mesmo período.

A interceptação ocorreu próximo à costa grega. Militares israelenses orientaram que a ajuda humanitária transportada pela flotilha fosse entregue em outro ponto, devido ao bloqueio naval a Gaza. Parte dos barcos, contudo, prosseguiu viagem e foi abordada.

De acordo com o centro jurídico Adalah, que representa Ávila e Abukeshek, ambos estão em greve de fome desde a prisão e vêm sendo interrogados por agentes israelenses. O The Times of Israel noticiou que Tel-Aviv alega ligação dos dois com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), apontada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como braço clandestino do Hamas — acusação negada pelos ativistas.

Hadeel Abu Salih, advogada da defesa, afirmou que seus clientes respondem a questionamentos sobre suposta filiação a organização terrorista, colaboração com o inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro e prestação de serviços a grupo terrorista. Ela também sustenta que a abordagem naval foi ilegal e que Ávila foi submetido a longos interrogatórios, ameaças de morte e permanecia em cela iluminada 24 horas por dia.

Até o momento, as autoridades de segurança israelenses não comentaram as denúncias feitas pela defesa.

Com informações de Gazeta do Povo