Quem: Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Vladimir Putin, líder da Rússia.
O quê: Zelensky ironizou a oferta russa de cessar-fogo e classificou a iniciativa como “cinismo puro” depois de um bombardeio que deixou mortos e feridos na região de Poltava.
Quando: A crítica foi feita nesta terça-feira, 5 de maio de 2026. O ataque ocorreu na noite anterior.
Onde: Região de Poltava, centro-leste da Ucrânia.
Como: Mísseis e drones foram lançados contra alvos industriais e infraestrutura ferroviária, interrompendo o fornecimento de gás para cerca de 3,5 mil usuários.
Por quê: A Rússia havia sugerido uma pausa nos combates durante as comemorações do Dia da Vitória, em 8 e 9 de maio, mas Kiev alega que Moscou não cumpre os próprios acordos.
Ataque deixa mortos e fere dezenas
De acordo com o governador local, Vitali Diakivnich, o bombardeio em Poltava matou ao menos quatro pessoas e feriu outras 31. Entre os alvos, estava uma instalação industrial; a ofensiva também danificou trilhos ferroviários.
Proposta de trégua sob suspeita
Horas antes do ataque, o Kremlin propôs um cessar-fogo temporário nos dias 8 e 9 de maio, quando a Rússia comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Na semana anterior, diante do que chamou de ameaça terrorista ucraniana, Moscou informou que o desfile militar na capital não contaria com tanques, peças de artilharia nem mísseis, algo inédito desde 2007.
Zelensky, em resposta, disse que a Ucrânia concordaria com uma trégua a partir de quarta-feira, 6 de maio, mas ressaltou que “a Rússia poderia cessar fogo a qualquer momento, encerrando a guerra e nossas respostas militares”.
Histórico de tréguas descumpridas
Diversas pausas humanitárias propostas por Moscou desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, foram rompidas, segundo Kiev. O episódio mais recente citado pelos ucranianos ocorreu na Páscoa ortodoxa, em abril.
Fim.
Com informações de Gazeta do Povo