Enquanto o governo iraniano concentra esforços na guerra, igrejas clandestinas veem espaço para espalhar o Evangelho e entregar Escrituras dentro do país, relatou Todd Nettleton, vice-presidente da organização Voice of the Martyrs USA (VOM).
Menos vigilância, mais oportunidade
Em entrevista ao The Christian Post, Nettleton afirmou que a atenção das autoridades ao conflito reduziu o controle sobre grupos cristãos. “Eles não estão tão preocupados em impedir que Bíblias entrem ou sejam distribuídas”, declarou.
A VOM, que apoia cristãos perseguidos em vários países, mantém parceria com redes de igrejas domésticas iranianas. Segundo o dirigente, milhares de exemplares das Escrituras chegaram ao Irã desde o início da guerra, no começo deste ano.
Comunidade forçada a fugir transforma exílio em ‘acampamento da igreja’
Uma congregação secreta atendida pela VOM precisou deixar sua cidade após sofrer um ataque. O grupo decidiu permanecer unido e, fora do perímetro urbano, organizou um período de estudo bíblico e cultos coletivos. “Eles cresceram como corpo de crentes”, relatou Nettleton, sem revelar detalhes por questões de segurança.
Evangelismo em meio ao caos
Missionários informaram à VOM que fiéis estão conversando abertamente sobre Jesus num momento em que a população reflete sobre a mortalidade. “As pessoas perguntam: ‘O que acontece depois que eu morrer?’”, disse o porta-voz.
Desafios de comunicação já eram conhecidos
Bloqueios de internet, frequentes durante protestos de dezembro a fevereiro, tornaram os cristãos “acostumados” a trabalhar sem conexões estáveis, avaliou Nettleton. Por isso, muitos diálogos ocorrem pessoalmente, em casas ou cafés.
Perseguição continua severa
O Irã figura na 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, compilada pela Portas Abertas. Além de batidas policiais, convertidos do islamismo enfrentam prisões prolongadas, interrogatórios e hostilidade familiar.
Otimismo e permanência
Apesar dos riscos, Nettleton relatou um “sentimento constante de otimismo” entre os cristãos iranianos. Nenhum deles pediu ajuda para emigrar. “Eles enxergam este momento como ponto de virada espiritual e querem permanecer para colher os frutos”, afirmou.
Pedidos de oração
O vice-presidente da VOM solicitou intercessão internacional por proteção, provisão diante do impacto econômico da guerra e novas oportunidades de testemunho. “Que possam ser embaixadores de Jesus Cristo nessas circunstâncias”, concluiu.
Com informações de Folha Gospel