O Senado rejeitou nesta terça-feira (30 de abril de 2026) a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, configurando a primeira recusa a um indicado para a Corte desde 1894.
Com a vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e sem consenso para um novo nome ainda em 2026, o próximo presidente da República, a ser eleito em outubro, poderá escolher até quatro ministros do STF. Além do posto já disponível, chegam à idade de aposentadoria compulsória de 75 anos Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030.
Divisão na base governista
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divergem sobre apresentar outro candidato neste ano. Parte dos governistas defende “guardar a vaga”, temendo nova derrota em pleno calendário eleitoral, que inclui o recesso parlamentar de julho e as campanhas municipais de outubro.
Peso político do Senado
A liderança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi apontada como decisiva para a rejeição de Messias. O episódio reforçou o caráter político das nomeações para o STF, que exigem articulação prévia com os senadores.
Se o Palácio do Planalto mantiver a cadeira em aberto, o futuro chefe do Executivo terá oportunidade inédita de remodelar o perfil ideológico do tribunal, com potencial para rever entendimentos consolidados nos últimos anos.
Com informações de Gazeta do Povo