Washington (EUA) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta quarta-feira (29) uma acusação formal contra o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, do partido de esquerda Morena, por suposto envolvimento com o narcotráfico. O órgão solicitou ao governo mexicano a prisão e a extradição do político.
De acordo com a denúncia, Rocha Moya teria colaborado com o Cartel de Sinaloa ao oferecer proteção institucional em troca de apoio político e pagamentos ilegais. As autoridades americanas afirmam que o governador manteve contato direto com integrantes do grupo conhecido como Chapitos, liderado pelos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, prometendo liberdade de atuação à organização criminosa no estado.
A acusação faz parte de um processo mais amplo que envolve outros nove atuais e ex-funcionários do governo e das forças de segurança de Sinaloa. Todos são apontados como participantes de uma rede de corrupção que blindava o cartel, fornecendo informações sobre operações policiais, evitando prisões de líderes e permitindo o transporte de drogas para território norte-americano.
Segundo a investigação, alguns dos denunciados teriam participado diretamente de crimes violentos, como sequestros e assassinatos, para resguardar os interesses do cartel. Relatos indicam ainda que agentes de segurança pública foram usados em ações ilegais a serviço do grupo.
Rubén Rocha Moya nega todas as acusações e classificou o caso como “ataque político”. O Ministério das Relações Exteriores do México questionou a consistência das provas apresentadas pelos Estados Unidos e informou que o pedido de extradição será avaliado pelo Judiciário mexicano antes de qualquer decisão.
O Cartel de Sinaloa foi designado pelos EUA como organização terrorista em 2025, intensificando a cooperação entre os dois países para combatê-lo.
Com informações de Gazeta do Povo