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Trump ameaça destruir infraestrutura iraniana se Teerã rejeitar novo acordo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que acabará com a postura “bonzinha” de Washington caso o Irã recuse a proposta que será apresentada na próxima rodada de negociações entre os dois países, marcada para segunda-feira (20) em Islamabad, Paquistão.

“Se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir cada usina de energia e cada ponte no Irã. Eles cairão rápido, cairão facilmente”, declarou Trump, acrescentando que é “hora de acabar com a máquina assassina do Irã”. Segundo o republicano, os termos a serem levados à mesa são “muito justos e razoáveis”.

Delegação norte-americana a caminho do Paquistão

A Casa Branca confirmou a presença do vice-presidente JD Vance nas conversas, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro do presidente. A comitiva deve chegar à capital paquistanesa na noite desta segunda.

Autoridades locais reforçaram a segurança em Islamabad: bloqueios foram instalados, o transporte público suspenso e grandes hotéis receberam ordem de desocupação. O encontro ocorre três dias antes do fim do atual cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

Teerã sinaliza resistência

A agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que houve troca de mensagens com Washington, mas que Teerã não pretende negociar enquanto permanecer o bloqueio naval norte-americano sobre portos iranianos.

Trump criticou um suposto ataque iraniano, na véspera, no Estreito de Ormuz, que teria mirado um navio francês e um cargueiro britânico. O presidente classificou a ofensiva como “violação total” do cessar-fogo.

Impacto econômico do bloqueio

O líder norte-americano afirmou ainda que o Irã estaria perdendo cerca de US$ 500 milhões por dia desde a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz. “Os EUA não perdem nada; na verdade, muitos navios estão a caminho do Texas, Louisiana e Alasca para serem carregados”, disse.

As tratativas desta segunda-feira buscarão evitar a escalada militar antes do término do cessar-fogo. Até o momento, não há confirmação oficial de que representantes iranianos comparecerão.

Com informações de Gazeta do Povo